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Quando se fala em ecoturismo no Brasil, Ă© comum pensar logo em Bonito (MS), Chapada dos Veadeiros (GO), JalapĂŁo (TO) ou Chapada Diamantina (BA). Mas o que poucos sabem Ă© que o mapa do ecoturismo brasileiro estĂĄ mudando. Novos destinos estĂŁo ganhando destaque por suas paisagens intocadas, estrutura crescente e experiĂȘncias autĂȘnticas com a natureza.
Neste artigo, vocĂȘ vai descobrir 5 cidades que estĂŁo se tornando as novas âcapitais do ecoturismoâ no Brasil. E o melhor: ainda estĂŁo fora da rota do turismo de massa.
1. Serra do TepequĂ©m (RR) â O JalapĂŁo do Norte

Localizada em Amajari, a cerca de 200 km de Boa Vista (RR), a Serra do TepequĂ©m tem um dos visuais mais surreais da AmazĂŽnia setentrional. Com paisagens que lembram a Chapada dos Veadeiros e o JalapĂŁo, a regiĂŁo Ă© um refĂșgio para quem busca cachoeiras cristalinas, formaçÔes rochosas antigas e trilhas selvagens.
O acesso nĂŁo Ă© dos mais fĂĄceis, mas esse Ă© justamente o charme. A estrada de terra ainda preserva a regiĂŁo do turismo predatĂłrio, e os moradores estĂŁo cada vez mais envolvidos com o turismo de base comunitĂĄria.
Tepequém também começa a ganhar hospedagens diferenciadas, como cabanas ecológicas e pequenas pousadas familiares. A conexão com a natureza aqui não é superficial: é parte da rotina de quem vive e de quem visita.
- Atividades: trilhas, banho de cachoeira, mirantes, visita a garimpos desativados.
- Melhor época: entre setembro e abril.
2. CambarĂĄ do Sul (RS) â A Capital dos CĂąnions

Se vocĂȘ usa Instagram, provavelmente jĂĄ viu fotos dos cĂąnions Itaimbezinho e Fortaleza. Mas o que muitos nĂŁo sabem Ă© que CambarĂĄ do Sul se tornou um polo crescente de ecoturismo, atraindo aventureiros, trilheiros e quem busca um contato mais profundo com a natureza dos campos de altitude.
AlĂ©m dos cĂąnions, a cidade vem desenvolvendo roteiros autoguiados, programas de educação ambiental e experiĂȘncias como acampamento selvagem com guias locais. Para quem busca fugir do clĂĄssico, hĂĄ opçÔes como trilhas noturnas e observação de fauna nativa.
O frio serrano, a cultura gaĂșcha e os cenĂĄrios cinematogrĂĄficos colocam a cidade entre os destinos que devem bombar em 2025.
- Atividades: trekking nos cĂąnions, cavalgadas, passeios de bicicleta, camping.
- Melhor época: inverno para visibilidade, primavera para verde intenso.
3. Urubici (SC) â Ecoturismo com Pegada de Inverno

Urubici vem se destacando como uma opção perfeita para quem busca natureza e clima ameno. Situada na Serra Catarinense, a cidade combina cachoeiras, picos rochosos, trilhas e uma cultura local charmosa. à também uma das regiÔes mais frias do Brasil, o que då um ar europeu ao ecoturismo local.
Nos Ășltimos anos, trilhas como a do Morro do Campestre e a visita ao CĂąnion Espraiado se tornaram obrigatĂłrias para os amantes da natureza. AlĂ©m disso, novas iniciativas de ecoturismo estĂŁo promovendo experiĂȘncias como banhos de floresta (shinrin-yoku) e retiros em cabanas isoladas.
- Atividades: trilhas leves a moderadas, mirantes, visita a cavernas e formaçÔes rochosas.
- Melhor época: maio a setembro para evitar chuvas.
4. Palmas e Taquaruçu (TO) â Alternativa ao JalapĂŁo

Quem ama o JalapĂŁo mas quer evitar multidĂ”es vai encontrar em Palmas e no distrito de Taquaruçu uma excelente alternativa. Trilhas pouco exploradas, cachoeiras imensas e a chance de viver experiĂȘncias com comunidades locais tornam esse um dos destinos com maior potencial de crescimento.
Taquaruçu tambĂ©m estĂĄ atraindo um pĂșblico interessado em ecogastronomia, com restaurantes que usam produtos da regiĂŁo em pratos autĂȘnticos e sustentĂĄveis. Os circuitos locais tĂȘm sido cada vez mais visitados por quem busca menos filtro e mais realidade.
- Atividades: trilhas em mata fechada, cachoeiras gigantes, stand up paddle, rapel.
- Melhor Ă©poca: maio a setembro (perĂodo seco).
5. Alto ParaĂso de GoiĂĄs (GO) â Espiritualidade e Natureza

JĂĄ conhecida por quem frequenta a Chapada dos Veadeiros, Alto ParaĂso vem ganhando destaque como um destino completo: natureza exuberante, energia espiritual, hospedagens alternativas e gastronomia voltada ao bem-estar.
Nos arredores, trilhas levam a cachoeiras como Loquinhas, Almecegas e Vale da Lua. Mas o que faz a cidade ganhar espaço como nova capital é a fusão entre aventura e autoconhecimento.
Nos Ășltimos anos, tambĂ©m tem crescido a procura por hospedagens alternativas: domos geodĂ©sicos, glampings e retiros imersivos com meditação e terapias naturais. O turismo aqui nĂŁo Ă© apenas uma fuga, Ă© uma forma de reconexĂŁo.
- Atividades: ecoturismo, retiros, yoga na natureza, observação de aves.
- Melhor época: maio a setembro.
ConclusĂŁo: O Futuro do Ecoturismo EstĂĄ em ExpansĂŁo
Esses novos destinos estĂŁo ganhando força por oferecerem algo que muita gente busca hoje: natureza de verdade, experiĂȘncias autĂȘnticas e menos aglomeração. Em um Brasil com tanta biodiversidade, sempre haverĂĄ paraĂsos escondidos esperando por vocĂȘ.
Escolha um desses destinos antes que virem moda. Planeje com consciĂȘncia, respeite as comunidades locais e leve na bagagem apenas o essencial â mas volte com memĂłrias para a vida toda.
Continue explorando o Vida de Trilha para mais dicas, roteiros e equipamentos ideais para cada tipo de aventura. E se esse artigo te inspirou, compartilhe com alguém que também precisa redescobrir o Brasil selvagem.


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